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ENTREVISTA COM JULIA TENÓRIO DO BLOG @sexocult


...Na realidade Julia Tenório dona do blog http://www.sexocult.com/  é uma versão de mim; um pseudônimo criado para separar minha atividade no blog   ( @sexocult ) de minha vida particular e profissional. O que não significa que o que eu escrevo como Julia Tenório seja menos verdadeiro, obviamente. A ideia não foi esconder minha identidade (facilmente identificada por alguém mais atento), mas sim criar um canal no qual eu pudesse desvincular as publicações do blog de publicações acadêmico-profissionais que circulam com meu nome verdadeiro. Só uma forma de separar a autoria, já que a utilização do mesmo nome causaria certa “confusão” para minha área de pesquisa profissional.
Na verdade, os dois nomes suprem minha necessidade de realização pessoal. Sempre fui apaixonada por política, sexo, cultura e redes sociais. A política e as redes sociais são meus temas nas publicações profissionais e acadêmicas e o sexo e a cultura são os temas da Julia Tenório no blog.
Tirando essa particularidade eu sou uma simples mortal, leonina, de 35 anos, heterossexual, casada, sem filhos, dona de sete gatos e de uma cachorra vira-lata. Gosto de ler e de escrever sobre sexo, mas gosto, sobretudo, de aprender sobre sexo e é por isso que o blog existe, para que eu melhore minha compreensão sobre o sexo ao mesmo tempo em que a compartilho com meus leitores. C´est ça!

LEO: E o blog http://www.sexocult.com/... é um salada sexo-cultural... Às vezes leve outras nem tanto... Fale sobe ele?
Julia Tenório: Como sou graduada em Letras/Francês um dos meus passatempos é ler blogs franceses sobre cultura e sexo. Dessas leituras surgiu a ideia de traduzir alguns artigos com temas que circulavam pouco na blogosfera brasileira, por isso não há uma separação ou filtro. A ideia é pesquisar o que circula sobre o tema na França e no Brasil e contribuir para as discussões de alguma forma, compartilhando novidades ou impressões do que leio. Se eu encontro um artigo mais “apimentado” e acho que o tema é pouco debatido, ou traz uma novidade ou algo inusitado na área cultural brasileira eu faço uma releitura, imprimindo minha opinião e vou publicando. Às vezes não tão leve e muitas vezes uma bobagem, um produto, uma esquisitice...

LEO: @sexocult mexe com o imaginário dos leitores? Você recebe muitas "cantadas", convites, propostas indecentes?
Julia Tenório: Não recebo muitas cantadas. Recebo muitos elogios ao blog, há alguns artigos em particular. Alguns puxam um papo, mas nunca recebi cantadas diretas. Talvez porque o foco do site não seja minha figura, e não escrevo nada em caráter pessoal, ou, quem sabe por que faltam fotos da Julia Tenório...

LEO: O que você pensa sobre os “brinquedinhos” femininos, as fantasias sexuais e outras formas de sexo como swing?
Julia Tenório: Acho que tudo é válido para quem está afim. Como diz um amigo, “qualquer maneira de dar vale a pena”. Brinquedos são ótimos e muita gente curte; eu provei poucos. As fantasias sexuais são realmente inevitáveis. Acho que quem nunca fantasiou deve ter fingido muitos orgasmos (não?). E o swing também parece ser válido para muitos. Confesso que não me interessa muito, sou uma leonina possessiva e reservada, meu lance é o tête-à-tête, eu e só mais um. Mas... Meu desafio atual é quebrar algumas barreiras (o que também foi um dos motivos que me levaram a escrever no blog).

LEO: Um amigo cinquentão descasado que afirma: “não transo com mulheres que tenham mais de 30 anos!” O que esse cara esta perdendo?
Julia Tenório: Sinceramente eu não sei o que ele está perdendo. Eu não gosto de rotular relações nesses termos. Penso que as experiências não são comparáveis, principalmente quando envolve sexo. Sei lá se não tem muita mulher de 20 dando melhor que as de 30 e vice-versa. O que poderia dizer ao seu amigo é que se ele nunca fez sexo com uma mulher com mais de 30 ele talvez devesse experimentar. Dependendo do desempenho e da experiência da mulher de 30 que ele conseguir, talvez ele mude de opinião, ou não.

LEO: Sexo a três (com dois homens) é o sonho de consumo de muitas mulheres... Mas porque na hora H elas amarelam?
Julia Tenório: Então, não sei. Está aí uma coisa que eu também gostaria de saber! Nunca foi meu sonho de consumo e nunca tentei. Deveríamos perguntar pra quem já amarelou. Você, leitora, já amarelou? Conta aí pra gente!!! (FICA A PERGUNTA ALGUEM SE HABILITA?)


"Confesso que não me interessa muito (SWING), sou uma leonina possessiva e reservada, meu lance é o tête-à-tête, eu e só mais um."

LEO: Erotismo e pornografia... Onde um começa e onde o outro termina?
Julia Tenório: Para mim não passam de “termos” com sentidos diferentes que nossa sociedade, altamente classificatória, criou para distinguir entre o que pode ser considerado um conteúdo que “dá pra circular”: o erótico; e o que “não dá pra circular”: o pornográfico. Pelo menos (imagino) que é esse o efeito de sentido que os termos “erótico” e “pornográfico” produzem no senso-comum. Talvez seja uma questão que exija maior análise (nunca me preocupei em analisar essa diferença), gosto de ver o erotismo em coisas que muitos chamam de pornografia; e gosto de achar pornográfico muita coisa que circula sob o rótulo de erótico. É, no fundo, uma questão de ponto de vista.

LEO: O “homo sapiens contemporâneo” é pansexual, bigamo ou esta com saudades da Amélia?
Julia Tenório: Então, novamente são rótulos. Acho que somos tudo isso e nada disso. Talvez sejamos exatamente iguais aos homens das cavernas e eu nem saberia dizer se eles eram mais ou menos “pansexuais”, “bígamos” ou se tinham mais “Amélias” do que temos hoje. Eu conheço, hoje, pansexuais, bígamos e, ao mesmo tempo, tem muita gente com saudades da Amélia.

LEO: A afirmação que algumas mulheres fazem “Eu não trepo só faço amor".. Não atrapalha?
Se elas pensassem "Vou dar gozar e pronto, e se o cara não ligar no dia seguinte foda-se"...isso não facilitaria a vida?
Julia Tenório: Pois é, acho que sim. Acho que a ideia do amor atrapalha muita “trepada”, mas fazer o que se a infeliz só goza quando está “amando”? Ela aprendeu assim. Felizmente, segundo a Regina Navarro, isso ainda tem salvação, já que o conceito de amor foi inventado e ele vem se modificando para o bem das “trepadas” com satisfação. 

LEO: Qual o lugar mais inusitado que você já fez sexo?
Julia Tenório: Por incrível que pareça nunca fiz sexo em lugares “muito” inusitados. O mais inusitado que eu consegui realizar foi na escada de um prédio comercial. Minha sorte é que ainda tenho muito tempo de vida...

LEO: Uma fantasia...
Julia Tenório: Muitas e nenhuma. As muitas surgem dos momentos e são realmente inconfessáveis. O verbo estraga a fantasia.

LEO: Uma boa transa...
Julia Tenório: A que satisfaça os desejos da hora.

LEO: Uma transa ruim...
Julia Tenório: A obrigatória, feita por obrigação.

LEO: O que te broxa num homem?
Julia Tenório: A grosseria. Acho até que a frase do Che Guevara tem melhor aplicação no sexo do que na política: “É preciso endurecer sem jamais perder a ternura”. 

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