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ENTREVISTA com CASAL DESIDERIUM

DESIDERIUM: do Latim, significa desejo - ato ou efeito de desejar; vontade de possuir ou de gozar; anseio, aspiração, cobiça, ambição; vontade de comer ou beber; apetite sexual.

O início no Mundo do Swing
LIA: Ambos éramos pessoas sem muitos preconceitos, livres e felizes com nossa sexualidade. Encontramo-nos já com algumas histórias picantes na "mala" e o assunto fluiu naturalmente. Ainda no começo do namoro, chegamos à conclusão de que era a hora de conhecermos uma casa de swing, mesmo que sem maiores pretensões.
Toda montada: salto altíssimo, lingerie de renda, ligas, maquiagem e uma coleirinha com o nome dele no pescoço. Surgi pronta pra sair, porém ficamos em casa, atirou-me em minha cama... um risco que corremos até hoje, diante de "super produções"! Hahaha
ANDRÉ: Desde nossa primeira conversa - quando nos conhecendo - já nos abrimos sobre diversas coisas na própria mesa do bar. Essa honestidade é uma grande marca nossa.
Experiências passadas vieram à tona rapidamente. Passarmos a ir mais longe nas fantasias foi algo natural em nossa relação.
LIA: André, você nem mencionou nada sobre a história da coleirinha! Confessa que pode resistir aos enfeites, fitas e rendas, amor... mas aquela coleirinha derrubou você! Hahaha
ANDRÉ: Admito. Não resisto a algumas coisas: coleira, salto alto, meia sete oitavos e espartilho. Fico louco. Tudo junto nesse dia foi demais. Tivemos que deixar para ir outra hora na casa de swing.

LEO: Ser swinger é um "estilo de vida"?
CASAL: Há quem faça do swing "estilo de vida". Não é nosso caso. Participamos do meio, conversamos com as pessoas, interagimos, temos o blog, temos amigos de verdade, mas isso é só um tempero em nossa relação. Não é algo que concretizemos na prática nem toda semana, nem todo mês. Pode rolar duas semanas seguidas e ficarmos meses sem. Depende de muitos fatores. Nunca discutimos se seria assim. É nosso ritmo natural.

LEO: O que “rola” nesse mundo do swing? Conta pra gente como funciona a "tribo" dos swingers?
CASAL: Rola de tudo e tem para todos os gostos, ou seja, não há uma tribo só. O importante é você descobrir aos poucos o que você quer com isso. Descobrir o que faz bem ao casal. Há relatos em nosso blog sobre algumas experiências, mas já dissemos, também, que nem tudo é "mil maravilhas". Hahahahaha
As pessoas devem ter uma proposta clara e só entrar na brincadeira com gente que quer o mesmo.

Quero dizer com isso que não estou nessa para "comer" a mulher dos outros. Não são quatro pessoas, são dois casais juntos! (André)

LEO: Vocês gostam de meninos e meninas? Separados ou tudo junto e misturado?
CASAL: Não descartamos outras situações, contudo preferimos estar com casais. Consideramos que dá mais equilíbrio.
Ir até o fim na troca de casais não é nossa prioridade, se bem que gostamos muito da maioria das experiências que tivemos e há casais com quem até sentimos falta de ter ido mais longe. Gostamos dos corpos juntos, dos toques, dos beijos, dos cheiros... O bi feminino é algo que curtimos e casais que gostam tanto quanto nós tornam tudo MUITO melhor.
ANDRÉ: Não sinto necessidade de ir até o fim com a esposa do outro casal. Não é algo que seja prioridade, nem importante. O que gosto é da interação, dos toques múltiplos, dos beijos, dos corpos se encostando, das carícias íntimas. Quando acontece por obrigação não é legal. Bom é se rolar como parte de um contexto que veio antes, construido durante a noite toda. Quero dizer com isso que não estou nessa para "comer" a mulher dos outros. Não são quatro pessoas, são dois casais juntos!

LEO: Vocês recebem muitas “cantadas”, convites, propostas "calientes" pelo Blog?
CASAL: Olha que nem tanto, mas o que surgiu do blog valeu a pena: os Dejavu-SC, os Target...
O Blog trouxe mais boas amizades e tesões virtuais. Há as pessoas desejadas que, entretanto, estão longe. Há, também, os encontros que não desencantam, como com o casal Jana e Renato, que não estão tão longe assim... (intimada pública, hahahahaha)

LEO: No swing o que não rolou legal, que pegou mal e algo engraçado?
LIA: O Rio de Janeiro tem tudo para ser a "Meca" do swing, todavia na minha opinião as casas não são tão legais. Variam das top cheias de casais montados àquelas onde tocam funk (em geral, mal acabadas na decoração e sem classe). Uma vez, em uma destas, estávamos a todo o gás. No melhor da noite, o Funk começou a tocar e foi muito engraçado. Fiquei apavorada com a cena: ficou um clima bem baixo. Eu estraguei tudo e queria sair correndo do lugar! Realmente essa música tem efeito brochante em mim! Hahaha. Nada contra o Funk, sabe? Mas, nesse contexto, não rola!
ANDRÉ: É frustrante quando o parceiro do outro casal não se preocupa com o prazer da mulher dele. Fica estranho.
LIA: E ainda tem o caso das "falsas bis"... Ah! Nada pior do que uma mulher - que não gosta de mulher - fingir que adora tudo só pra agradar ao marido! Será que ele acredita? Hahaha.

"fazemos swing porque é bom para a nossa relação. Não somos dependentes da prática e, se não fosse positivo para nós, simplesmente pararíamos tudo". (Lia)

LEO: Já rolou ciúmes ou mal estar com outro casal?
ANDRÉ: Nunca transparecemos na hora, até porque nada foi tão grave.
Temos de descobrir como se comportar nesse mundo novo sabendo respeitar a pessoa que está ao nosso lado. Situações não muito agradáveis já rolaram, todavia não nos impediram de continuar vivenciando o swing. Rapidamente, encontramos um bom equilíbrio entre nós.
Tem aquele ciúme bom também. O ciúme que alimenta o tesão no casal. Eu sinto que existe um ciúme construtivo, uma outra face da moeda.
LIA: Claro que sempre há ciúme... eu sou ciumenta, sim! Hahaha. Contudo há mais dele fora do swing do que dentro (acredite se quiser!). Penso que fazemos swing porque é bom para a nossa relação. Não somos dependentes da prática e, se não fosse positivo para nós, simplesmente pararíamos tudo.

LEO: Uma fantasia...
ANDRÉ: Tenho uma fantasia que a Lia conhece bem, desde o início de nossa relação. Fico louco de pensar na hipótese de ela colocar uma amiguinha do mundo careta dela para brincar conosco. Tivemos muitas oportunidades... Infelizmente numa o tiro não funcionou... Felizmente freamos outras situações em que a prudência mostrou-se acertada com o tempo. A situação ideal ainda vai surgir, ah vai!!!!
Outra que tenho grande expectativa é de participar de uma festa privada com um número maior de casais (mais do que dois e menos do que uma casa de swing). Tenho a impressão que será a melhor maneira de nos mantermos ativos o tempo todo e apagarmos nosso grande fogo como casal num ambiente mais controlado. Quando começamos não queremos parar mais, risos.
LIA: Uma amiga! Sempre pensamos nisso...Gosto de fantasiar com um casal de "fora do circuito" também. A ideia de acontecer por acaso me deixa bem animada! Hahaha
Mas a fantasia "top" ainda é uma que já rolou: transar em um carro em movimento, cavalgando meu marido dirigindo foi alucinante (e arriscado... não tentem fazer em casa, crianças! Hahaha). Há muitas outras, entretanto isso aqui viraria um livro!

LEO: A melhor troca de casais foi...
LIA: A primeira!! Aos trancos e barrancos, sem saber direito o que queríamos e morrendo de medo de tudo... ainda assim, foi a melhor!
Um casal tranquilo e experiente (além de muito pacienciosos) que nos guiou pelos novos caminhos com muito tato e tesão. Isso não desmerece nenhuma das outras boas experiências que tivemos... porém quem esquece a primeira vez?
ANDRÈ: Fomos à casa de swing para ver o que sentíamos juntos lá, com a promessa de não rolar nada nesse dia. Acabou que o clima surgiu e deixamos acontecer.
Não pegamos o telefone deles, não temos nem como marcar um remember, risos.
Ah, e nem fomos até o fim. Insisto que não é troca: são dois casais juntos!
LIA: Se tivéssemos pegado o número... hum...

LEO: Um lugar diferente que vocês fizeram Swing.
LIA: Hi... casas de swing, motéis e olhe lá! O mais diferente foi passar o dia no bangalô de uma pousada em SC (com direito à chopp na beira da praia e compras no supermercado antes, parecíamos quatro crianças se preparando pra um acampamento!).
ANDRÉ: O lance da segurança, de evitar um ambiente "armado" ou coisa assim, dá uma freada nisso.
LIA: Não gosto nem de pensar nos riscos que se corre fora disso... há que se ter cuidado, gente!

LEO: O pior Swing foi...
CASAL: Há muito tempo atrás nos aconteceu um caso emblemático com um casal mais novo.
LIA: Penso que nada chegou perto dessa história...
ANDRÉ: Eles vieram brincar conosco e as meninas ficaram no meio. Muito rapidamente o rapaz estava por gozar com sua parceira. Ele agarrou os cabelos da Lia, ficou olhando para ela, avisou que iria gozar e pediu para trocarmos logo. Ele só queria trocar por dois segundos para ter o prazer de ejacular em outra mulher (na camisinha). Não demos bola para isso e ele gozou com a mulher dele. A Lia continuou brincando com a menina, que era uma graça e estava adorando o contato com outra mulher. Eu procurei não entrar demais na festinha porque percebi um descompasso entre eles.
Quando a menina olhou para trás, o parceiro já estava vestido e a intimando para ir embora. Ela sorriu, pediu desculpas e foi com ele. Nós ficamos tristes por ela, até falei para voltarem depois e disse onde estaríamos na casa (em qual cama, risos).
Se o rapaz fosse menos inseguro, teria dado uma noite maravilhosa para a garota dele com a Lia e até, com o rolar da noite e a ereção voltando, poderia ter o que queria, entretanto tudo numa boa, num ritmo natural e sem crises.

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